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sexta-feira, 2 de agosto de 2019

O CONSOLADOR PROMETIDO










Os Espíritos do Senhor, que são as virtudes dos Céus, qual imenso exército que se movimenta ao receber as ordens do seu comando, espalham-se por toda a superfície da Terra e, semelhantes a estrelas cadentes, vêm iluminar os caminhos e abrir os olhos aos cegos. Eu vos digo, em verdade, que são chegados os tempos em que todas as coisas hão de ser restabelecidas no seu verdadeiro sentido, para dissipar as trevas, confundir os orgulhosos e glorificar os justos. As grandes vozes do Céu ressoam como sons de trombetas, e os cânticos dos anjos se lhes associam. Nós vos convidamos, a vós homens, para o divino concerto. Tomai da lira, fazei uníssonas vossas vozes, e que, num hino sagrado, elas se estendam e repercutam de um extremo a outro do Universo. Homens, irmãos a quem amamos, aqui estamos junto de vós. 
 Amai-vos, também, uns aos outros e dizei do fundo do coração, fazendo as vontades do Pai, que está no Céu: Senhor! Senhor!... e podereis entrar no Reino dos Céus.
---O Espírito de Verdade---















SÓCRATES E PLATÃO - PRECURSORES DO ESPIRITISMO




 





A palavra daïmon, da qual fizeram o termo demônio, não era, na Antiguidade, tomada à má parte, como nos tempos modernos. Não designava exclusivamente seres malfazejos, mas todos os Espíritos, em geral,
dentre os quais se destacavam os Espíritos superiores, chamados deuses, e os menos elevados, ou demônios propriamente ditos, que comunicavam diretamente com os homens. Também o Espiritismo diz que os Espíritos povoam o Espaço; que Deus só se comunica com os homens por intermédio
dos Espíritos puros, que são os incumbidos de Lhe transmitir as vontades; que os Espíritos se comunicam com eles durante a vigília e durante o sono.
Ponde, em lugar da palavra demônio, a palavra Espírito e tereis a Doutrina Espírita; ponde a palavra anjo e tereis a doutrina cristã.
VII. A preocupação constante do filósofo (tal como o compreendiam Sócrates e Platão) é a de tomar o maior cuidado com a alma, menos pelo que respeita a esta vida, que não dura mais que um instante, do que tendo em vista a eternidade.
Desde que a alma é imortal, não será prudente viver visando à eternidade?
O Cristianismo e o Espiritismo ensinam a mesma coisa.
VIII. Se a alma é imaterial, tem de passar, após essa vida, a um mundo igualmente invisível e imaterial, do mesmo modo que o corpo, decompondo-se, volta à matéria. Muito importa, no entanto, distinguir bem a alma pura, verdadeiramente imaterial, que se alimente, como Deus, de ciência e pensamentos, da alma mais ou menos maculada de impurezas materiais, que a impedem de elevar-se para o divino
e a retêm nos lugares da sua estada na Terra.
Sócrates e Platão, como se vê, compreendiam perfeitamente os diferentes graus de desmaterialização da alma. Insistem na diversidade de
situação que resulta para elas da sua maior ou menor pureza. O que eles diziam, por intuição, o Espiritismo o prova com os inúmeros exemplos que nos põe sob as vistas. (O céu e o inferno, 2a Parte.)
IX. Se a morte fosse a dissolução completa do homem, muito ganhariam com a morte os maus, pois se veriam livres, ao mesmo tempo, do corpo, da alma e dos
vícios. Aquele que guarnecer a alma, não de ornatos estranhos, mas com os que lhe são próprios, só esse poderá aguardar tranquilamente a hora da sua partida
para o outro mundo.
Equivale isso a dizer que o materialismo, com o proclamar para depois da morte o nada, anula toda responsabilidade moral ulterior, sendo,
conseguintemente, um incentivo para o mal; que o mau tem tudo a ganhar do nada.''


‘’Somente o homem que se despojou dos vícios e se enriqueceu de
virtudes, pode esperar com tranquilidade o despertar na outra vida. Por
meio de exemplos, que todos os dias nos apresenta, o Espiritismo mostra
quão penoso é, para o mau, o passar desta à outra vida, a entrada na vida
futura.’’ (do livro, ‘’O céu e o inferno’’, 2a Parte, cap. I.)


X. O corpo conserva bem impressos os vestígios dos cuidados de que foi objeto e
dos acidentes que sofreu. 
Dá-se o mesmo com a alma. Quando despida do corpo,
ela guarda, evidentes, os traços do seu caráter, de suas afeições e as marcas que lhe
deixaram todos os atos de sua vida. Assim, a maior desgraça que pode acontecer
ao homem é ir para o outro mundo com a alma carregada de crimes. Vês, Cálicles,
que nem tu, nem Pólux, nem Górgias podereis provar que devamos levar outra vida que nos seja útil quando estejamos do outro lado.
Depara-se-nos aqui outro ponto capital, confirmado hoje pela experiência: o de que a alma não depurada conserva as ideias, as tendências, o
caráter e as paixões que teve na Terra. Não é inteiramente cristã esta máxima: mais vale receber do que cometer uma injustiça
O mesmo pensamento exprimiu Jesus, usando desta figura: “Se alguém vos bater numa face, apresentai-lhe a outra.” (Cap. XII, itens 7 e 8.) XI.

DEUS NÃO CASTIGA - COMPLETO



                    https://www.evernote.com/shard/s533/nl/1/414060fb-5d5b-4d6b-a702-819dee60e4c6?title=Espiritismo%20-%20Deus%20castiga?%20%7C%20Esp%C3%ADrito%20Imortal


  Deus pune?

Você já ouviu dizer que Deus castiga? Você não acha essa abordagem um pouco equivocada? É verdade que no tempo de Jesus, onde predominava a ignorância, era necessário servir-se de imagens fortes para impressionar as mentes rebeldes. Por isso Jesus usou expressões como “pranto e ranger de dentes” ou o “fogo da Geena”, que é geralmente traduzido como “fogo do inferno”.

A Geena ou o Vale dos Gemidos é mencionado já no Antigo Testamento, desde Josué. Era um vale onde foi construído um altar ao deus Moloch, onde eram feitos sacrifícios de crianças. Até reis dos judeus, como Manassés e Acaz, queimaram os seus próprios filhos em adoração a Moloch. O profeta Jeremias protestou contra essa monstruosidade, e o Rei Josias destruiu o local do culto fazendo daquele vale o depósito de lixo de Jerusalém, onde lançavam os cadáveres de animais e de criminosos. O gás, provavelmente metano, produzido pela deterioração do lixo, é que fazia o fogo manter-se aceso permanentemente. Assim surgiu o simbolismo do fogo que nunca se apaga, que foi utilizado para a figuração do inferno.



Quando Allan Kardec codificou o Espiritismo ainda imperavam os conceitos defendidos pela Igreja, e as expressões utilizadas por Kardec refletem isso. Muitos espíritas sustentam, até hoje, que Deus castiga. Quando tentamos argumentar que Deus, Pai amoroso e bom, infinitamente misericordioso, não pune os seus filhos, elas dão o golpe que julgam fatal: – Mas está no Evangelho segundo o Espiritismo!
Sim, é verdade que nesta obra está escrito com todas as letras que “Deus pune”. Para falar de Kardec, então, nos servimos do próprio Kardec. A questão 621 d’O Livro dos Espíritos diz que as Leis de Deus estão gravadas em nossa consciência. Quem pune, então, é a nossa consciência; quem castiga é a nossa própria consciência. A nossa consciência é o nosso juiz particular. Testemunha, promotor e juiz. E não há instância superior a apelar. A consciência não falha. Afinal, a consciência é Deus em nós.

Dissemos que é a consciência que pune ou castiga. Essas palavras, “punir” e “castigar”, como tantas outras, perderam o seu sentido original com o tempo.
Punir vem do latim “punire”, que significa “aplicar pena em alguém”. Aplicar “pena”. Pena, do latim “poena”, que, por sua vez, vem do grego “poine”, que quer dizer “puro”, “limpo”. Castigar vem do latim “castus”, que também quer dizer “puro”, “limpo”.
Quando lemos, então, que Deus pune ou que Deus castiga, devemos entender que a nossa consciência adota automaticamente os meios mais adequados para a nossa purificação. Cometemos erros, contrariamos a harmonia do Universo, poluímos o nosso pequeno mundo, e a consciência adota providências para que limpemos a sujeira que fizemos, para que purifiquemos o que foi poluído por nós. É só isso.
Deus não castiga nem pune. Deus é a Lei. A Lei é inflexível. Sujamos, temos que limpar. Bagunçamos, temos que arrumar. Quebramos, temos que consertar. Não como castigo, mas como oportunidade de aprendizado. A Vida nos oferece lições todos os dias. Se as aproveitamos, vamos passando para níveis mais adiantados. Se não as aproveitamos, temos que repetir lições cada vez mais duras, que tenham poder de fixar o aprendizado.
Para os raciocínios mais apressados, isso pode parecer apenas questão de palavras. Mas o nosso pensamento é construído com palavras. Conforme os conceitos que atribuímos às palavras, então, formulamos pensamentos mais ou menos ajustados à verdade que conseguimos apreender. Construímos a nossa realidade a partir do pensamento. É o pensamento que determina a nossa realidade. Percebemos, então, a importância de pensar adequadamente, utilizando-nos dos conceitos corretos.
Quando lemos, então, que Deus pune, temos que ter em mente que Deus está dentro de nós, e que é a partícula de Deus presente em cada um de nós que nos julga. E precisamos ter bem claro que não existe castigo ou punição da maneira como costumamos entender essas palavras hoje. Não é “olho por olho e dente por dente”, são mecanismos de harmonização que conspiram a nosso favor, proporcionando-nos as oportunidades mais adequadas ao nosso processo evolutivo. O que vemos como “castigo”, no sentido vulgar da palavra, é, na verdade, purificação espiritual, limpeza da mente através de novos aprendizados. 

     

Morel Felipe Wilkon